Pra começar, vamos ver algumas definições de altura:
"Em que medida se revelam os sons graves ou agudos" (BENNET, 1990, p.7).
"Determinada pela frequência das vibrações, isto é, da sua velocidade. Quanto maior for a velocidade da vibração, mais agudo será o som" (MED, 1996, p.12).
"É determinada por aquilo que o ouvido capta como sendo a frequência de onda mais fundamental em um som" (SADIE, 1994, p.25).
No vocabulário comum se diz que um som agudo é fino, como por exemplo a voz de uma criança ou quando arrastamos uma colher no fundo de uma panela . Já o grave chamamos de "grosso", como normalmente é a voz de um homem. Isso se aplica também aos instrumentos musicais: quanto maior o instrumento, mais grave ele soa e, obviamente, quanto menor, mais agudo.
Na Bateria
Bumbo e surdo
O bumbo, a maior peça da bateria tradicional, é também a mais grave. O surdo, a segunda maior peça, é quase tão grave quanto o bumbo. Existem surdos de 14 polegadas, assim como caixas e tons de 14 polegadas. Porém, o surdo é mais grave que as outras de mesmo diâmetro porque tem maior profundidade.
Tons
Os tons são muito versáteis, possuem uma característica de afinação muito ampla, dependendo da madeira, do aro e da combinação de pele, é possível afinar um tom em diversas alturas. Embora as outras peças possam ser afinadas com uma variedade bem interessante, os tons acabam tendo uma diferença maior e mais perceptível de alturas. Existem tons que são afinados em regiões bem agudas e outros afinados em regiões bem graves soando até muito próximo de um surdo.
Caixa
A caixa tem uma altura média, e varia em altura conforme tamanho, material e combinações de pele. É possível separar em caixas mais graves,agudas ou médias conforme o gosto e a afinação de cada instrumentista.
Pratos
Em geral, são as peças mais agudas da bateria. Existe uma variedade de possibilidades de altura e timbre, de acordo com o tamanho, série e material utilizado na fabricação.
Baquetas, vassourinhas e locais de ataque
Dependendo o que se usa para tocar - baqueta com ponta de madeira ou náilon, com feltro ou baquetas de bambu, vassourinhas de aço ou náilon e a região da peça onde ocorre o ataque altera não apenas o timbre, como também a altura. Isso proporciona uma infinidade de possíveis combinações de sons, que deve ser adequada ao estilo musical.
Afinação e estilos
Nem sempre é necessário trocar de bateria ou de pele para mudar a afinação para tocar estilos diferentes. Muitas vezes, com uma boa bateria e peles de qualidade e em bom estado, apenas a afinação das peças já produz variação suficiente para executar estilos diferentes.
Para música brasileira e jazz, eu afino os tons em regiões altas e o surdo deixo mais agudos. Também pode-se também usar o tom de 12 polegadas no lugar do surdo e apenas um tom de 10 polegadas para este tipo de música. E, para rock ou metal, afino os tons e o surdo mais graves. Mas isto, além de estilo, é questão de gosto. Para terminar, recomento uma bibliografia para aprofundar o assunto: Bíblia para Afinar Bateria, de Scott Johnson.
Referências
BENNET, Roy. Elementos Básicos da Música. Cadernos de Música da Universidade de Cambridge. Rio de Janeiro: Jorge Zahar:1990.
JOHNSON, Scott. Drum Tuning Bible.
MED, Bohumil. Teoria da Música. 4 ed. Brasília: Musimed, 1996.
SADIE, Stanley (ed.). Dicionário Grove de Música - Edição Concisa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.



