Duração é "extensão. É dada pelo tempo de emissão das vibrações" (MED, 1996, p.12).
"A duração do som é a maior ou a menor continuidade de um som. A relação entre durações de sons define o ritmo" (MED, 1996, p.20).
Na bateria, os pratos e o chimbal acabam tendo um pouco mais de recurso de duração do som, mas só em alguns casos e tocados de maneiras bem específicas. Na caixa também existe a possibilidade de uma maior duração quando utilizamos o rudimento single bounce roll (mais conhecido no Brasil por rufo), em que a continuidade do som é conseguida por vários ataques e pressão da baqueta na pele.
Fora isso, a bateria produz essencialmente ritmo. E o ritmo é feito pela combinação de diferentes acentuações e durações. Embora seja um instrumento que produza sons de duração curta, mentalizar as diferentes figuras para o estudo do tempo e precisão dos ataques é algo que funciona muito bem.
Na música, a duração é dada pelas figuras musicais. São elas:
Da esquerda para a direita: semibreve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa.
Da esquerda para a direita, cada uma delas tem a duração de metade da anterior.
No groove abaixo, por exemplo, o bumbo e a caixa são executados a cada duas colcheias, por isso estão escritos como semínimas, mesmo durando menos que uma semínima, pela própria natureza do instrumento.
Encontramos também este mesmo groove com o bumbo e a caixa escritos como colcheias.
Enfim, mesmo que não esteja lendo partitura, pensar nas figuras auxilia na precisão da perfomance, facilita o estudo e a comunicação entre os membros da banda. #Ficadica.
Referência
MED, Bohumil. Teoria da Música. 4 ed. Brasília:
Musimed, 1996.


