quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Música não é Esporte


Gosto de pensar em música como música e como arte. Explico: Tem muita gente que gosta de pensar em música como técnica ou quantidade de notas, e isso se aproxima muito mais do esporte do que da arte. Várias vezes pessoas se dirigiram a mim mostrando vídeos de guitarristas super velozes e nada musicais, o que é um tédio e vira competição. E competição é esporte. É óbvio que a técnica é muito importante para se manter longe do limite e ter um som mais limpo, mas técnica pura está longe de ser música.

Nesta música que gravei em estúdio em Abril de 2015, pensei na simplicidade e em fazer "o que a música pede". É assim que gosto de direcionar meus trabalhos, sejam eles em estúdio ou ao vivo, embora exista uma diferença de comportamento em relação a palco e estúdio. Mas jamais penso que eu estou sendo o centro das atenções e trazendo toda a visibilidade para a bateria. Cada estilo musical exige um comportamento diferente mas não uma disputa de ego. É muito óbvio que alguns gêneros musicais ou algumas músicas trarão mais dificuldades de execução e uma necessidade de uma técnica mais refinada, porém, cada caso é um caso.

Observação:

Quero deixar claro que aqui não estou analisando a qualidade da música, sua estética, assinatura, seu arranjo ou qualquer outra coisa. Estou apenas falando como penso meu trabalho como baterista e pincelando pontos que considero importantes sem entrar em critérios técnicos ou específicos. Minha ideia é transmitir um raciocínio musical que considero de extrema importância e tenho ouvido, não só de amigos e professores mais próximos, como de músicos renomados.

Em seguida, a música supracitada.




terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Apresentação com Orquestra na Festa das Flores

No final de 2014 tive uma oportunidade um pouco diferente para nós bateristas: toquei junto com uma orquestra e quero ressaltar que foi ótimo. A seguir, listo algumas coisas que considero importantes a respeito de tocar juntamente com orquestra.





Sobre a música

A peça se chama  Laélia, foi composta por João Borth e arranjada por Jacson Araújo especialmente para a festa das flores de Joinville (cidade onde eu moro). Essa música foi estabelecida como o tema oficial da festa das flores e eu tive o privilégio de fazer parte da primeira execução em público!

Como vocês podem ouvir no vídeo, ela não tem grandes dificuldades na bateria, é uma música simples e  por se tratar de orquestra precisa apenas ter alguns cuidados que vou citar a seguir:

1 - Cuidado com o Volume



A bateria facilmente pode sobressair qualquer instrumento, e numa orquestra isso é mais fácil de acontecer porque tem muitos outros instrumentos com menos volume e eles são acústicos. Nesse dia que fui apresentar os instrumentos estavam todos microfonados, mas isso não muda o cuidado que nós bateristas precisamos ter. O show não é nosso, e sim do grupo inteiro.

2 -  O maestro é quem manda

Em se tratando de orquestra quem manda é o maestro, não importa se ele é chato, está pedindo algo que você não concorde ou qualquer outra coisa, se você se propôs a fazer seu trabalho escute-o e preste muita atenção na hora da apresentação. É normal que ele peça para diminuir volume e até, alterar o andamento da música. No meu caso que sou deficiente visual não tem como eu enxergar o maestro, então acabei conversando bastante, escutando o que ele queria e é claro, prestando muita atenção na parte sonora da orquestra pois assim eu sabia o que estava acontecendo.

3 - Dinâmica e arranjo

Orquestra sempre  tem  dinâmica e a  bateria precisa fluir junto. quando for  pianinho tem que ser pianinho, quando for pra soar forte tem que ser forte, e assim por diante. Em relação ao arranjo, é muito importante ter um bom conhecimento antes porque em orquestra tem bastante coisa que é em uníssono e não dá pra ficar improvisando. No caso dessa peça que eu toquei, acabei tendo uma liberdade um pouco maior, foi algo pedido um pouco em cima da hora e não tinha sido escrito nada para a bateria. Para resolver como faria a execução, acabei conversando com o arranjador, o maestro e o compositor, além de ter ouvido muito a música.  Então, ajustei-a conforme peça, alguns pedidos e um pouco do que notei ser necessário. Em seguida, o vídeo.




Maestro: Voldis Eleazar Sprogis
Arranjo: Jacson Araújo
Orquestra da Escola de Música Villa-Lobos, Joinville.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Tempo Advance

Hoje trago uma dica de um aplicativo que eu utilizo e gosto bastante, o Tempo Advance. É um metrônomo que, além de funcionar como um um metrônomo comum, possui polirritmias. Ele também traz consigo a possibilidade de escolher acentuações para você praticar  junto. 


Outro fato que acho importante ressaltar é a precisão de execução das polirritmias. Uma vez eu estava querendo estudar o seis contra cinco e procurava uma referência auditiva. Fui então atrás de algum metrônomo ou programa que pudesse me auxiliar e acabei usando o Finale, sem muito sucesso. O Finale consegue resolver algumas coisas, o três contra dois, o quatro contra três e acho que até o cinco contra quatro se eu não me engano, porém, ele não é tão preciso, acaba cometendo umas falhas e quando a coisa dificulta muito, o resultado não é nada satisfatório. E que fique claro que não quero denegrir a imagem do programa, o Finale é sim muito útil, mas para outras coisas. Para polirritmias o Tempo Advance foi o melhor que eu  encontrei, não fica irregular em nem um momento e foi criado especificamente para esse tipo de estudo. Ele só tem dois "contras" digamos assim: é pago e só tem para IOS, Mas custa cerca de 4 Dólares. Ah, ele é recomendado pelo Mike Mangini.




Sobre os estudos de polirritmias

Estudar polirritmia é algo bem relevante mas um pouco trabalhoso, é  importante começar aos poucos e com calma, iniciar pelo três contra dois e  depois que estiver bem claro partir para o quatro contra três e assim por diante. Se você ainda não tem muita familiaridade com o uso do metrônomo também não é interessante estudar polirritmia já, primeiro se entenda bem com o metrônomo, estude bastante rudimentos,  resolva melhor sua técnica e faça outros exercícios de coordenação mais simples, além de estudar bem ritmos que exijam bastante coordenação, como por exemplo, a música brasileira.

Por hoje é isso galera, outra hora farei um post aprofundando mais sobre polirritmias, o foco maior era falar do aplicativo e de seus recursos. O estudo de polirritmias é bastante complexo e um pouco mais extenso para ser abordado. Grande abraço, e quem ainda não se inscreveu no canal e nem curtiu a página, corre lá!


Canal:
https://www.youtube.com/watch?v=-xXmtGZTTPA

Página:
https://www.facebook.com/pages/Thiago-Arthur-Música/1422761324653604

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Aulas de bateria e baterista Freelancer

Para quem quiser fazer aula de bateria em Joinville e região, estou com vagas. Aulas de segunda a sábado, semanal ou quinzenal.

E também estou trabalho como baterista freelancer em shows e gravações. Meus contatos:

Tim:(47)96/71/16/08
E-mail: thg.arthurcunha@gmail.com

Canal no youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=tyxQT_8ULrI

Página no facebook:
https://www.facebook.com/pages/Thiago-Arthur-Música/1422761324653604





sábado, 28 de novembro de 2015

Estudando semicolcheias

Grupos de semicolcheias*

Saber trabalhar as semicolcheias é muito interessante para melhorar a coordenação e ampliar as possibilidades de levadas, tanto as levadas simples quanto mais complexas. Estudar as semicolcheias não abrange apenas conseguir tocá-las dentro do tempo de maneira correta, mas também, utilizar pausas que geram combinações diferentes que podem ser bem interessantes.
Na música brasileira utilizamos muito semicolcheias e suas combinações, por exemplo primeira, segunda e terceira semicolcheia é um tipo de condução muito frequente em samba, xote, xaxado e baião.  Já a combinação primeira, terceira e quarta semicolcheia fica muito interessante no frevo e no rock.
E foi a partir desse estudo de música brasileira que eu comecei a executar as combinações junto com grooves simples e descobri que não era tão fácil quanto parecia.

Como praticar?

Os grupos de semicolcheias sempre estarão em  ostinato, seja no chimbal  ou no prato de condução com a missão de conduzir, enquanto o bumbo e a caixa se mantêm conforme o exercício original. Minha proposta aqui é primeiramente trabalhar com levadas simples.

Combinações possíveis

Primeira, segunda e terceira semicolcheia
Primeira, terceira e quarta
Primeira, segunda e quarta
Segunda, terceira e quarta





As possibilidades são incontáveis! É só colocar a criatividade para funcionar e praticar! Em seguida, apresento alguns exemplos, todos em 4/4.


Estou à disposição para trocarmos ideias a respeito do assunto. https://www.facebook.com/pages/Thiago-Arthur-Baterista/1422761324653604?fref=ts

* Artigo publicado em http://www.clubedobaterista.com.br/