terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Apresentação com Orquestra na Festa das Flores

No final de 2014 tive uma oportunidade um pouco diferente para nós bateristas: toquei junto com uma orquestra e quero ressaltar que foi ótimo. A seguir, listo algumas coisas que considero importantes a respeito de tocar juntamente com orquestra.





Sobre a música

A peça se chama  Laélia, foi composta por João Borth e arranjada por Jacson Araújo especialmente para a festa das flores de Joinville (cidade onde eu moro). Essa música foi estabelecida como o tema oficial da festa das flores e eu tive o privilégio de fazer parte da primeira execução em público!

Como vocês podem ouvir no vídeo, ela não tem grandes dificuldades na bateria, é uma música simples e  por se tratar de orquestra precisa apenas ter alguns cuidados que vou citar a seguir:

1 - Cuidado com o Volume



A bateria facilmente pode sobressair qualquer instrumento, e numa orquestra isso é mais fácil de acontecer porque tem muitos outros instrumentos com menos volume e eles são acústicos. Nesse dia que fui apresentar os instrumentos estavam todos microfonados, mas isso não muda o cuidado que nós bateristas precisamos ter. O show não é nosso, e sim do grupo inteiro.

2 -  O maestro é quem manda

Em se tratando de orquestra quem manda é o maestro, não importa se ele é chato, está pedindo algo que você não concorde ou qualquer outra coisa, se você se propôs a fazer seu trabalho escute-o e preste muita atenção na hora da apresentação. É normal que ele peça para diminuir volume e até, alterar o andamento da música. No meu caso que sou deficiente visual não tem como eu enxergar o maestro, então acabei conversando bastante, escutando o que ele queria e é claro, prestando muita atenção na parte sonora da orquestra pois assim eu sabia o que estava acontecendo.

3 - Dinâmica e arranjo

Orquestra sempre  tem  dinâmica e a  bateria precisa fluir junto. quando for  pianinho tem que ser pianinho, quando for pra soar forte tem que ser forte, e assim por diante. Em relação ao arranjo, é muito importante ter um bom conhecimento antes porque em orquestra tem bastante coisa que é em uníssono e não dá pra ficar improvisando. No caso dessa peça que eu toquei, acabei tendo uma liberdade um pouco maior, foi algo pedido um pouco em cima da hora e não tinha sido escrito nada para a bateria. Para resolver como faria a execução, acabei conversando com o arranjador, o maestro e o compositor, além de ter ouvido muito a música.  Então, ajustei-a conforme peça, alguns pedidos e um pouco do que notei ser necessário. Em seguida, o vídeo.




Maestro: Voldis Eleazar Sprogis
Arranjo: Jacson Araújo
Orquestra da Escola de Música Villa-Lobos, Joinville.

Um comentário:

  1. Também gostaria de tocar com orquestra... bem interessante o post!!!

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